A pandemia de Covid-19 provocou inúmeras mudanças no país, entre elas a extensão do prazo final para a declaração do Imposto de Renda, que foi alterado para o dia 30 de junho, ou seja, você tem menos de um mês para entregar a sua declaração.

Para te auxiliar nessa tarefa, a coordenadora do curso de Ciências Contábeis da FACESM, professora Gleicilene Siqueira de Mello, deu 5 dicas para que você realize a entrega da sua declaração de forma correta. Confira abaixo!

  1. Separe todos os documentos necessários, tenha em mãos os informes de rendimentos dos locais onde trabalhou, das contas bancárias, os comprovantes de despesas médicas e com educação, além de listar os seus bens que devem ser declarados, como casa, apartamento, veículo. Não se esqueça de também separar os dados dos seus dependentes!
  2. Todos os comprovantes que foram utilizados para a declaração do Imposto de Renda devem ser guardados por 5 anos. Esse é o período que você pode ser chamado para prestar esclarecimentos à Receita Federal sobre o que foi declarado. Então separe uma pasta e arquive os comprovantes utilizados.
  3. A declaração pode ser feita de forma completa ou simplificada. Para escolher o melhor modelo de declaração é necessário considerar se o contribuinte possui muitas despesas dedutíveis. O modelo completo permite um abatimento maior do Imposto de Renda e deve ser utilizado por quem tem muitas despesas para deduzir, como, por exemplo, gastos com educação e saúde. Já o simplificado é indicado por quem possui poucas despesas dedutíveis.
  4. A restituição é paga aos contribuintes de acordo com a data em que a declaração é realizada, dessa maneira quem declara mais cedo, caso tenha direito a restituição, também recebe mais cedo.
  5. Procure um profissional contábil para te ajudar na declaração. Apesar de poder ser realizada online pelo próprio contribuinte, a ajuda profissional é importante por se tratar de um serviço considerado complexo, além disso, com a ajuda profissional você evita erros na declaração.

Bônus: quem deve declarar?

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 28.559,70 em 2019.
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil reais.
  • Teve a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, cujo valor total foi superior a R$ 300 mil reais em 31 de dezembro.
  • Passou à condição de residente no Brasil, em qualquer mês, e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro.
  • Realizou em qualquer mês de 2019, alienação de bens ou direitos em que foi apurado ganho de capital, sujeito à incidência do imposto; ou operações em bolsas de valores, e de mercadorias, de futuros e assemelhados.
  • Relativamente à atividade rural: obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50; ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2019 ou posteriores, resultados negativos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2019, ficando obrigado à apresentação da declaração no modelo completo.
  • Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital recebido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na compra de imóveis residenciais no prazo de 180 dias após celebração do contrato de venda.
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